Falar de mim

No dia em que lancei o post sobre a minha mudança de emprego, recebi um email de uma colega (que acompanho por aqui) a desafiar-me para aprofundar mais esse tema. Segundo ela, nos casos de mudança de carreira, normalmente fala-se das coisas de uma maneira muito geral e ficam sempre as dúvidas de como é realmente o processo em si.

Pois bem, naturalmente não acordei um dia e pensei, vou mudar de vida! Nap! A minha insatisfação na advocacia foi gradual, pensei em alternativas dentro do direito (desde a magistratura à solicitadoria) mas, a determinada altura, passei a sentir-me doente fisicamente, demasiado angustiada e demasiado infeliz por passar quase metade do meu dia a fazer algo que não me satisfazia a nenhum nível.  Tinha mesmo que enfrentar, eu não queria fazer nada com o meu curso. N-A-D-A!

O problema é que eu não sabia fazer outra coisa! A primeira ideia foi tirar outro curso superior. Talvez pelo imprint que só a formação superior nos dá segurança e credibilidade. E que, sem isso, não poderia ser uma profissional respeitada e valorizada.

A sanidade e luz esteve no 1º passo.  Foi pensar, mas afinal quem quer mudar? quem é o sujeito que quer a mudança? quem sou eu?

Decidir procurar, decidi procurar-me! A preocupação pelo auto-conhecimento, reconhecimento e aceitação das minhas limitações, do meu “quadrado mental” que tanto trabalho deu desmontar (e, desenganem-se, continua a dar), foi realmente o grande impulsionador para a transformação.

Comecei pelo eneagrama, identifiquei o “meu tipo” (pasmem, existem muitos mais iguais a mim), comecei a meditar, a cuidar do meu corpo e fiz uma viagem/retiro ao México para ver de longe, para perceber que não havia assim tantos motivos para ter medo. Aí está, eu morria de MEDO e essa era a raiz do meu bloqueio!

Chega! Para saberem (ainda) mais, aguardem a entrevista ao Eu, marca registada!  Vou tentar inspirar-me para não ficar muito lamechas e servir de incentivo aos que tremem só em pensar na mudança (tal como eu tremia!).

Bodhisoha!

ba

2 thoughts on “Falar de mim

  1. Olá outra vez! 🙂

    Sorvi cada letrinha do testemunho no ‘eumarcaregistada’, e pensei aquilo que acredito tens vindo a ouvir com frequência… “como eu te compreendo” (desculpa o à vontade da segunda pessoa do singular!…)
    Nunca tinha ouvido falar do eneagrama, já pesquisei, fiz inclusivamente um daqueles testes online e realmente o resultado foi surpreendente… 🙂 Vou tentar saber mais sobre o assunto!

    Mais uma vez…grata pelas partilhas!

    **rita

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